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  • Uro-oncologista, Dr. Marcelo Bendhack, encontra o ministro da Saúde para falar do tratamento HIFU

    Uro-oncologista, Dr. Marcelo Bendhack, encontra o ministro da Saúde para falar do tratamento HIFU

    O uro-oncologista Marcelo Bendhack, e Presidente da Sociedade Latino-Americana de Urologia, e curador de conteúdo do nosso blog, se encontrou com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para apresentar a eficácia e a segurança do HIFU (High Intensity Focused Ultrassound), terapia focal minimamente invasiva para o câncer da próstata, primário ou recidivado. O HIFU é considerado um dos tratamentos mais inovadores das últimas duas décadas, com respostas muito positivas, incluindo a sobrevida específica de 98-100%, em 10 anos, de acordo com estudos internacionais, e efeitos colaterais bastante reduzidos, como transtornos urinários e sexuais, em relação aos tratamentos convencionais.


    A técnica já foi aplicada em mais de 60 mil pacientes em todo mundo e teve aprovação do FDA - Food and Drug Administration, agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, em 2015, e da ANVISA, em 2008. O HIFU é realizado no Brasil desde 2011, antes da lei de regulamentação sobre tratamentos experimentais (lei 12.482/2013) e está disponível na rede particular e em alguns hospitais públicos, com atendimento pelo SUS, e aguarda validação do CFM.


    Na oportunidade do encontro, dr, Marcelo contextualizou dados que corroboram a solicitação da Sociedade Latino-Americana de Urologia para que o HIFU seja confirmado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) como procedimento não experimental, visando a inclusão no Rol da ANS e no Sistema Único de Saúde (SUS). O parecer do Conselho Federal de Medicina (CFM) para designar o procedimento como não experimental está em avaliação há pouco mais de um ano no órgão. “A proposta foi a de explicar os benefícios do procedimento que, há muito tempo, desperta atenção da comunidade científica e acompanha a evolução deste tratamento em diversas partes do mundo. Hoje, no Brasil, a prostatectomia radical e a radioterapia são os tratamentos clássicos para o câncer da próstata, os quais geram diversas sequelas na qualidade de vida do homem, tais como incontinência urinária e comprometimento da atividade sexual. A sociedade brasileira, que sempre esteve atenta aos cuidados com o câncer de mama, deve agora entender que a saúde do homem deve ter alternativas de escolha e acesso ao tratamento prostático, que proporciona bons resultados oncológicos e menores efeitos colaterais que estes clássicos”, explicou o uro-oncologista.


    O câncer de próstata atinge mais de 1 milhão de homens anualmente em todo o mundo, com mais de 300 mil mortes/ano. No Brasil, segundo dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer), em 2016 foram contabilizados mais de 60 mil casos, com 13.772 mortes. É o segundo tumor mais comum em homens (em primeiro, estão os tumores cutâneos - não melanoma), e a terceira principal causa de morte por câncer em homens, depois do câncer de pulmão e colorretal. Saiba mais: HIFU Brasil