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  • Novembro Azul: A importância de prevenir o câncer de próstata e outras doenças urológicas

    Novembro Azul: A importância de prevenir o câncer de próstata e outras doenças urológicas

    Erroneamente, associa-se que a saúde do homem é inabalável. Por consequência disso, eles acabam cuidando menos da saúde do que deveriam. O medo de encontrar uma doença passa pelo tabu e desinformação. Mas, são diversos tipos de doenças urológicas que podem atingir qualquer um, sem aviso prévio.


    Quando se trata de prevenção, o tema que mais amedronta os homens, em geral, é o exame de toque retal, umas das formas mais eficientes de detectar o câncer de próstata. É simples e realizado em poucos segundos. “O que vale para o do homem, especialmente após os 45, 50 anos, é estabelecer uma programação anual de um check-up e que implica em ganhos para a sua saúde”, explica o urologista Marcelo Bendhack, presidente da Sociedade Latino-Americana de Urologia e Doutor em Uro-Oncologia pela Universidade de Düsseldorf (Alemanha).


    As doenças urológicas são comuns em homens entre 40 e 59 anos, em que 60% deles podem apresentar um aumento da próstata ou hiperplasia prostática benigna. Sobre o câncer de próstata benigno, no Brasil, a cada ano são descobertos 61.200 novos casos da doença, com um total de 13.772 mortes por ano, sendo que muitas destas mortes poderiam ser evitadas com um diagnóstico e tratamento precoces.


    Outro obstáculo a ser vencido, após o diagnóstico doa doença, é para a adesão aos tratamentos. “Muitos homens não seguem o tratamento por medo de sequelas, como incontinência urinária e disfunção erétil. Mas é importante saber que os tratamentos avançaram muito neste quesito também e especialmente em fase inicial da doença, apresentam excelentes resultados, com mínimas sequelas”, diz o urologista.


    O tratamento mais indicado para o câncer de próstata vai depender de diversos fatores, como estágio da doença, idade do paciente, possibilidade de cura e preservação da qualidade de vida.


    Entre as opções estão a cirurgia, a radioterapia, a hormonioterapia, a quimioterapia, as vacinas, terapia alvo e, mais recentemente, o HIFU - High Intensity Focused Ultrassound (Ultrassom Focalizado de Alta Intensidade).


    O HIFU é uma técnica minimamente invasiva (sem introdução de instrumentos, agulhas ou sementes radioativas) para o câncer primário e localizado em fase inicial, de baixo e médio risco. Estudos internacionais atestam baixos índices de efeitos colaterais (transtornos urinários e disfunção erétil), em relação aos tratamentos convencionais, e de mortalidade e morbidade, mas com altos índices de sobrevida livre de metástases após 10 anos da realização com esse tratamento (98-100%).


    Mais a respeito do tratamento com o HIFU, aqui