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  • Exame de toque retal: quando é indicado fazer?

    Exame de toque retal: quando é indicado fazer?

    O câncer da próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma), no Brasil, e um dos mais prevalentes em todo mundo. Esse é um tipo de câncer considerado da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos de idade. No Brasil, em 2018, segundo estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), foram mais de 68 mil casos, com aproximadamente 15 mil mortes.

    Boa parte desses números poderia ser reduzida se os homens fossem com mais frequência ao urologista e fizessem acompanhamento de rotina, sobretudo aqueles com mais de 50 anos de idade.

    Além do resultado do antígeno prostático presente no sangue, conhecido como PSA, é necessário fazer o exame de toque retal.“Esse é um procedimento de rotina para fazer uma avaliação prostática, sendo possível detectar alterações na glândula, como, por exemplo, nódulo ou área suspeita de doença pelo endurecimento percebido à palpação. Se a glândula estiver alterada, pode haver suspeita de câncer”, diz Marcelo Bendhack, presidente da Associação Latino-americana de Uro-Oncologia (UROLA), membro da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Doutor em Uro-Oncologia pela Universidade de Düsseldorf (Alemanha) e pela Universidade Federal do Paraná (UFPR).

    O exame de toque é feito no próprio consultório, é rápido - cerca de 5 a 10 segundos - e habitualmente é indolor. Embora ainda seja visto com preconceito pelos homens, o exame de toque é fundamental para fazer o diagnóstico precoce da doença, o que pode representar um grande sucesso do tratamento e boas chances de cura. Há pacientes que podem apresentar exame de sangue PSA normal e que recebem a suspeita do diagnóstico de câncer exclusivamente pelo toque da próstata.

    “Estima-se que cerca de 70% dos pacientes são curados com o tratamento do câncer de próstata quando a detecção da doença é feita na sua fase inicial. Por isso, nenhum homem deve ter receio ou vergonha. A vida é mais valiosa que qualquer preconceito”, conclui o urologista e uro-oncologista Marcelo Bendhack.