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  • Aumento dos casos de câncer preocupa a América Latina

    Aumento dos casos de câncer preocupa a América Latina

    Os dados são preocupantes, pois indicam que o número de casos e mortes causados pela doença crescerá na região em um ritmo mais rápido do que a média. Diferentes setores alertam sobre a necessidade de agir para melhorar o acesso ao tratamento do câncer. Melhor infraestrutura, mais financiamento, recursos humanos e disponibilidade de tratamentos entre as soluções mais citadas.

    As informações constam de uma matéria publicada no site do jornal Correio Braziliense, em 29 de janeiro. Os números são relativos a uma pesquisa feita em setembro de 2018 pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), que atualizou os números do Observatório Global do Câncer (GCO, na sigla em inglês) plataforma que apresenta estatísticas globais do câncer vinculado à Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer, da OMS, traçou um panorama alarmante: a incidência da doença deve crescer 63% no mundo até 2040 e o número de mortes deve subir 71,5%.

    Em regiões menos desenvolvidas, como a América Latina, onde o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento são mais difíceis, o cenário é ainda pior: o número de casos deve saltar 73% os próximos 21 anos, chegando a 2,5 milhões por ano, e as mortes praticamente irão dobrar, chegando a 1,3 milhão de falecimentos ao ano.

    Ao mesmo tempo, o acesso a cuidados de saúde na região enfrenta sérios problemas: segundo um estudo da The Lancet, mais de 156 milhões de pessoas morrem todos os anos devido à falta de acesso aos serviços de saúde. A crescente necessidade de atendimento se depara com sistemas de saúde fragmentados, com falta de infraestrutura, recursos humanos, diagnóstico, tratamento e financiamento.

    Com relação somente ao câncer de próstata, segundo o GCO, o número estimado de casos, para todas as idades, em 2040, é de 2.293.818, ante 1.276.106, para 2018. Na faixa etária até 69 anos, a expectativa é de 963.398 casos (650.367 em 2018), enquanto que a incidência na faixa acima dos 70 anos é de 1.330.420, mais de 100% em relação a 2018 (625.739 casos).

    Para ler a matéria do Correio Braziliense na íntegra, clique aqui: